LAB E CRIAÇÃO e AULAS na Cia. Corpos Nômades

Diário de Bordo – LAB E CRIAÇÃO e AULAS de Dança Contemporânea na Cia. Corpos Nômades

Nesses últimos meses na Cia. Corpos Nômades –  Espaço Cênico O LUGAR, aconteceram e acontecem vivências intensas e preciosas, onde no corpo – tanto no aspecto de descobrir os caminhos para a propulsão criativa e motivadora do movimento, quanto na construção técnica, que desenham trilhas  para os sistemas corporais  navegarem através  do universo  artístico da Cia. Corpos Nômades, pilotado por João Andreazzi –  foram e são “transcriadas” novas possibilidades para a formação e criação em dança contemporânea.

Muitos estímulos foram apresentados como  referencias aos participantes, dentre os quais: os poetas e escritores Manoel de Barros, Paulo Leminski,  João Cabral de Melo Neto, Jorge Luis Borges, Samuel Beckett, Umberto Eco, artistas como Marcel Duchamp,  Hieronymus Bosch,  entre outros.

  • Improvisação como Processo Cênico, utilizando alguns dos elementos do espetáculo “O Especulador de Olhos Invisíveis de Carne” – LAB DE CRIAÇÃO (CORPO UM LUG@R NÔMADE) 2016.

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  • Desenhos da Turma das Aulas de Dança Contemporânea  das terças, inspirados pelo livro de Jorge Luis Borges “O Livro dos Seres Imaginários” 

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P-LUGAR #2016

P-LUGAR # 2016

P-LUGAR é destinado à música experimental electrônica e acústica. Criado em 2007 pela Cia. Corpos Nômades, onde vários artistas de diversas cidades do Brasil participaram, aconteceu até 2010. Este ano de 2016, será retomada está ação, com as participações eletrizantes do trio Philip Somervell, Thomas Rohrer e Bella, Thomaz Souza Quarteto, o duo de Ricardo Bigio/Alexandre Rosa e o Grupo Fuga Operária.

A Petrobras foi a patrocinadora da manutenção da Cia. Corpos Nômades. E conta com o XX Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo, para realizar sua nova criação e algumas atividades da sua programação.

 

1ª noite – 23/09/2016 – sexta – às 21h

  • Philip Somervell, Thomas Rohrer e Bella

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Philip experimenta o piano de uma forma particular, utilizando ferramentas e pequenos objetos; Thomas amplifica e prepara a rabeca, usa sax soprano e se utiliza de objetos incomuns amplificados e as vezes transformados eletronicamente; Bella produz feedbacks com a fita k7 (em formatos diversos), extrai sons gravados ao vivo e os dispara através da fita e de um sampler eletrônico, investiga o erro e explora o espaço. O encontro entre os três evidencia texturas, abstração, sons concretos e espacialidade através do improviso.

Philip Somervell é pianista e improvisador Anglo-Chileno que atualmente reside e trabalha em São Paulo. Thomas Rohrer é músico Suiço radicado há vinte anos no Brasil, onde conheceu a rabeca. É envolvido tanto com música improvisada como música tradicional brasileira. Ambos exploram a tensão entre a bagagem histórica do instrumento e uma abordagem não convencional. Thomas e Phil se conheceram em 2009 em Londres, e começaram a desenvolver juntos um projeto de experimentação e improvisação livre, usando piano com ou sem preparações, pequenos objetos amplificados, eletrônicos, sax soprano e rabeca. Bella é uma entidade fantasma e atua desde os tempos sem nome. Seu limite é irreconhecível e transpõe a sonoridade num exercício que dialoga com a performance, a visualidade e o improviso.

 

  • Thomaz Souza Quarteto

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Thomaz Souza Quarteto é um grupo formado em 2013 com o intuito de desenvolver o trabalho composicional do saxofonista. Desde então vem se apresentando e ganhando destaque na região de São Paulo e Campinas.

A instrumentação tradicional do quarteto consiste em saxofone, piano (Jonathan Vargas), baixo (Bruno Piapara) e bateria (Elthon Dias), constantemente auxiliados por pedais, sintetizadores, samples, percussões, computadores, quarteto de cordas, violão acústico e guitarra. As fortes influências do jazz e do eletrônico se unem à música brasileira e ainda ao universo erudito e eletroacústico, sendo o experimentalismo um expoente do grupo.

Com dois discos independentes gravados, o fundador e líder do grupo, Thomaz Souza, situa seu trabalho na pesquisa e mescla de gêneros musicais diversos. Com ênfase na música improvisada e eletrônica, busca um autêntico e inovador fusion, ou jazz eletrônico.

O aspecto eclético de suas composições é uma característica que se ressalta. O resultado é a criação de ambientes diversos e coloridos em timbres e texturas, ao mesmo tempo que se ultrapassa as barreiras de gêneros e formas musicais.

2ª noite – 24/09/2016 sábado às 21h

  • FUGA OPERÁRIA

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Explorando as diferenças e buscando a unidade nas infinitas formas que se pode construir um corpo sonoro, a Fuga Operária constrói suas músicas utilizando instrumentos e máquinas sonoras, proporcionando uma mistura de ritmos que dificulta qualquer enquadramento a formas ou gêneros musicais específicos.

Através da formação estrutural e estética do projeto, a dupla de operários tem como intuito a desconstrução de formas sonoras e visuais pré-concebidas, e para isso utiliza-se de percussão, live samplers, controlador MIDI, guitarra sintetizada, megafone, gaita, youtube, baixo e escaleta.

Todas esses instrumentos são levados à uma interface de gravação e reprodução, construindo um alicerce para novas gravações e improvisos. O painel de colagens sonoras revela uma música psicodélica, brasileira e urbana. Da raiz ao high-tech.

Uma apresentação musical que utiliza a projeção mapeada como ferramenta de costura, intervindo durante o show e dialogando com o som. As imagens projetadas ambientalizam e iluminam a performance, mesclando texturas e vídeos documentais que são controlados pelos músicos operários.

 

  • RICARDO BIGIO e ALEXANDRE ROSA – BASS COLORS

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O Contrabaixo Acústico – monstro, sina, ou instrumento musical? Bass Colors é uma narrativa audiovisual irônica sobre o instrumento. Uma obra aberta, para Contrabaixo e Live Electronics, conduzida por Ricardo Bigio e com a participação especial de Alexandre Rosa, que improvisa sobre trechos de obras de grandes compositores – Beethoven, Mahler, Bottesini e Turetzky.

Atualmente Bigio esta fazendo  mestrado em Música na UNESP – Performance em Contrabaixo – sob orientação de Sônia Ray, Ricardo Bigio vem trabalhando com repertório autoral, Produção Musical, trilhas para vídeos, curta metragens e performances.

 

Serviço:

P-LUGAR é destinado à música experimental electrônica e acústica. Criado em 2007 pela Cia. Corpos Nômades, onde vários artistas de diversas cidades do Brasil participaram, aconteceu até 2010. Este ano de 2016, será retomada está ação, com as participações eletrizantes do trio Philip Somervell, Thomas Rohrer e Bella, Thomaz Souza Quarteto, o solo de Ricardo Bigio e o Grupo Fuga Operária.

 

Data: 23 E 24 /09/2106, sexta e sábado às 21h.

Duração: 110 minutos

Ingressos: R$20,00 e R$10,00 (meia entrada)

Direção Artística e Concepção: Cia. Corpos Nômades e João Andreazzi.

Local: Espaço Cênico O LUGAR – Rua Augusta, 325 – São Paulo – SP.

Faixa Etária: 16 anos.

Estacionamento: Rua Augusta, 108 (R$9,90 para 6 horas)

Informações e Reserva: 11-32373224 ou 11-992314457 – e-mail: ciacorposnomades@gmail.com

Site: www.ciacorposnomades.art.br

Facebook: @ciacorposnomadesi e @espacocenicoolugar