“A ARTE DA PRESENÇA” – Sônia Mota

                               Três definições da  Arte da Presença de Sônia Mota

“Arte da Presença se fez a partir quatro anos de Rompimento, desaprendendo o aprendido, de 15 anos de Reconstrução criando novas texturas nos movimentos desaprendidos, e sete anos de Restituição, sintetizando o  material redescoberto.”

“A Arte da Presençaprevalece as qualidades imprevisíveis e indomáveis do ser humano, cohabitando-as com os valores sociais e culturais da sociedade.”

“A Arte da Presença, sem ser meditação, acentua a maneira individual de dançar do dançarino; sem ser uma técnica da improvisação, improvisa com as regras do dançar.”

Em suas aulas, Sônia pontua a prática dos seguintes tópicos:

–   a consciência da força da gravidade

–  a eliminação do eixo central em favor dos eixos laterais

–   o diálogo/jogo entre as polaridades do corpo

–   as qualidades de projeção e absorção do movimento

–   o relaxamento muscular para facilitar a liberdade das articulações ósseas

–   o uso da imagem na condução e execução dos movimentos

–   a eliminação do compromisso de acerto

–   o estado de não ação na ação

Vivemos em duas diferentes realidades que acontecem sempre juntas mas que na verdade quase não tem a haver uma com a outra: a realidade do Eu, com seus referidos valores sociais e culturais, e a realidade imediata, viva e atual da presença do ser. A Arte da Presença acontece nesta segunda realidade.

Desde  1976 Sônia vem ininterruptamente aplicando seu método na Europa e no Brasil.

Quando:Terça, quarta e quinta, 04, 05, 06 de Junho  das 18h às 20h30

Onde:Espaço Cênico O LUGAR – Cia. Corpos Nômades,Rua Augusta, 325  Consolação

Telefone: (11) 992314457

Inscrições através do e-mail: ciacorposnomades@gmail.com

Valor: R$ 280,00 para os 03 dias ou  aula avulse R$100,00.

Onde: Espaço Cênico O LUGAR – Cia. Corpos Nômades,Rua Augusta, 325  Consolação – Telefone: (11) 992314457 – Inscrições através do e-mail: ciacorposnomades@gmail.com

 

 

 

 

“CORPO/PERFORMER” –  Dança e Teatro – 2019   João Andreazzi   

O que vai ser:

Andreazzi criou esta aula  a partir de experiências corporais vivenciadas desde os anos 80. A aula, fruto de um trabalho corporal que deu origem a uma linguagem de movimentos, foi elaborada em 1999, quando o coreógrafo retornou da Holanda, após dois anos de estudo na School for New Dance and Development. Esse trabalho que também deu origem à Cia. Corpos Nômades, e que carrega princípios da idéia do nomadismo na dança e no teatro, tem os seguintes preceitos: permitir a fluidez do corpo pelo espaço utilizando o próprio impulso, sem ficar preso em contagens, formas, marcas; deixar o corpo experimentar o espaço externo e interno através do movimento. No escopo do curso há uma ênfase no trabalho de chão (floor work) e na técnica de expansão das articulações partindo da fonte do movimento, respeitando os órgãos e os sistemas do corpo. Por meio desse método, Andreazzi tem propiciado uma sólida formação a muitos artistas em dança e teatro contemporâneos.

No entanto, nesse módulo de 3 aulas, o intuito é o de provocar no intérprete/performer impulsos criativos orquestrados pelos sistemas corporais, através da utilização de sequências dinâmicas propiciando ao participante, estimular os movimentos corporais com totalidade, envolvendo intensamente sua “vocalidade” e corporeidade.

João Andreazzi, inicia sua carreira como ator, performer, bailarino e coreógrafo na década de 1980. Em 1990, passa a pesquisar o corpo e a dedicar-se ao ensino da Dança. Coreografa nos anos 1990 os espetáculos “Película da Retina”, “Dark Lady”, “Aventurança”, “Yorick “ e “As Últimas Tentações de Santo Antão”. No período de 1996 a 1998, vive na Holanda, como bolsista do Ministério da Educação na School for New Dance and Development, em Amsterdã, onde cria três coreografias: “Under One’s Very Eyes”, “Password:003” e “Shoot in the Hood” para o Teatro Melkweg, sendo uma delas selecionada para o Nederlands Dans Dag de 1998. Ao regressar da Holanda, em 1999, desenvolve o projeto “Things – m@loc@/F@vel@ – as Coisas”, envolvendo a cultura do Hip-Hop, do samba e dos índios guaranis. Esse contato inicial resulta o projeto “corpos nômades”. Ao término do processo surge a Cia. Corpos Nômades com o espetáculo “OOZE/EZOO” (2000) que, inspirado em poemas de Samuel Beckett, funde a dança contemporânea com elementos de hip-hop e vídeo-arte. A partir de então, seu currículo funde-se ao currículo da Cia. Corpos Nômades, assinando todas as coreografias desde então. Como coreógrafo e bailarino, ganha diversos prêmios (APCA, indicação Mambembe, Flávio Rangel, Bolsa da CAPES, Bolsa Vitae para o American Dance Festival, etc.). Como professor de dança contemporânea (criação, improvisação e técnica) vem ensinando desde 1990, em diversos locais.

 

Quando: Quintas, 13, 20 e 27 de junho de 2019, das 18h30 às 20h30

Número de Vagas: 20.

Público alvo:Performer, ator/atriz, bailarino(a) e estudantes de dança e teatro (iniciante e intermediário).

Inscrições através do e-mail:ciacorposnomades@gmail.com

Valor: R$ 280,00 para os 3 dias ou  R$100,00 por dia.

Onde:Espaço Cênico O LUGAR – Cia. Corpos Nômades,Rua Augusta, 325  Consolação – Telefone:(11) 992314457 – (Whatsapp).

Importante: Confirme sua vaga encaminhando um e-mail para (ciacorposnomades@gmail.com), com o Assunto: Aulas 2019 e o nome do Curso,  incluindo seu nome e telefone. Em seguida receberá um e-mail, informando o procedimento necessário para a confirmação.

 

 

 

 

Nova oficina de Surrealismo,

 Outubro/2018 no Espaço Cênico O LUGAR

Imagens Max Ernst

OFICINA: SURREALISMO, AS PORTAS DO MARAVILHOSO com Claudio Willer

Dias 01, 18, 15, 22 de outubro de 2018. Segundas das 19h30 às 21h30 Número de Vagas: 30 Público Alvo: Pessoas com interesse em literatura e criação artística em geral. Valor por aula de R$30,00 (pagos no dia de cada aula). Inscrições até 28/09/2018 através do e-mail ciacorposnomades@gmail.com – anexar uma carta sucinta de interesse e escrever no assunto Oficina com Claudio Willer. Na sede da Cia. Corpos Nômades – Espaço Cênico O LUGAR Rua Augusta, 325 – São Paulo – SP .

O surrealismo não será abordado exclusivamente como capítulo de literaturas nacionais e da história da literatura, mas como poética e visão de mundo. Como observou Octavio Paz em O Arco e a Lira, se “o surrealismo não é uma poesia, mas uma poética”, é “mais ainda, e, sobretudo, uma visão de mundo”. E, de modo mais enfático: “o surrealismo é um movimento de liberação total, não uma escola poética”. Também Julio Cortázar advertira contra enquadrar surrealismo em uma classificação periódica de escolas e movimentos literários: “Higiene prévia a toda redução classificatória: o surrealismo não é um novo movimento que sucede a tantos outros. Assimilá-lo a uma atitude e filiação literárias (melhor ainda, poéticas) seria cair na armadilha em que malogra boa parte da crítica contemporânea do surrealismo.”

Pretende-se não apenas ampliar o conhecimento da literatura propriamente surrealista, ou com vínculos como esse movimento, porém estimular a reflexão, a capacidade de leitura e interpretação de obras. E avançar na discussão das relações entre poesia, mito, magia, misticismo e hermetismo, mostrando como o surrealismo, sendo inovador, ao mesmo tempo retoma e até recupera uma tradição e modos arcaicos de pensar e ver o mundo.

Colagem Jorge de Lima

Um pouco do conteúdo destes encontros:

I- Antecedentes históricos: a rebelião romântica, poesia e filosofia; temas românticos em Breton e outros surrealistas;

II- A imagem poética no surrealismo e seus precursores; a poética de Baudelaire; Rimbaud e Lautréamont; simbolistas; Reverdy e Apollinaire;

 

III- A imagem surrealista e o pensamento analógico; sua fundamentação esotérica: analogia, imagem poética e o pensamento arcaico; surrealismo, ocultismo, hermetismo, filosofias e misticismos platônicos;

IV- Escrita automática, inspiração e criação espontânea: a poética visionária;

V- A relação surrealismo-psicanálise: controvérsias relativas ao inconsciente na criação;

VI- O maravilhoso surreal; o “acaso objetivo”; cidades como espaço mágico; da “flânerie” baudelairiana à disponibilidade bretoniana;

VII- A ruptura dos gêneros e o diálogo entre modos de criação; a contribuição surrealista às demais modalidades: artes visuais, inclusive fotografia e colagem; cinema;

VIII- Surrealismo em outras literaturas, além daquela de língua francesa: América Latina e literaturas de língua espanhola; o surrealismo português, de Mário Cesariny até hoje;

IX- Surrealismo no Brasil, de Murilo Mendes e Jorge de Lima até Roberto Piva e autores mais recentes;

X- As relações entre poesia e política e entre arte e vida;

XI- Como seria uma crítica a partir do surrealismo?

XII- Alcance e importância do surrealismo, hoje.